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"Casa" é o mote do 4.º Festival Internacional de Câmara de Oeiras

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"Casa" é o mote do 4.º Festival Internacional de Câmara de Oeiras (Foto: Reprodução)

"Casa" é também o título da nova criação do ensemble Notas de Contacto, que a vai estrear no último dia do festival, que decorre de 25 a 27 próximos.

 

Sobre esta composição, a OCP escreve: "O processo criativo inspirou-se na evocação e na transposição para o universo sonoro do significado singular de 'casa' para cada um dos elementos do grupo. A casa guarda aromas, famílias, histórias e afetos; acolhe a música, a brisa ou o tamborilar da chuva… CASA convida-nos, assim, a integrar uma viagem sonora pelo imaginário das memórias e sensações".

O FIMCO "celebra a ideia de casa enquanto espaço de encontro, memória, criação e partilha, reunindo ao longo de três dias, músicos, compositores e jovens intérpretes, com foco na música portuguesa, na criação contemporânea e no diálogo entre diferentes linguagens artísticas", afirma a OCP, em comunicado.

O programa do festival "percorre diversos universos sonoros, desde o repertório para quinteto de sopros de Mozart, Joly Braga Santos, Luís Tinoco e Eurico Carrapatoso, ao diálogo entre piano e vibrafone protagonizado por Francisco Couto e Jonathan Silva, passando pela nova criação 'Casa', e pela performance 'Corpos Sonoros: Jaime Reis'", apresentada por músicos da Jovem Orquestra Portuguesa (JOP), no âmbito do Encontro Contemporâneo JOP 2026.

No dia de abertura, às 21h00, o Quinteto de Sopros da OCP apresenta "Mozart e os Ventos da Casa", um programa que, além da interpretação da uma transcrição da Serenata em Dó menor do compositor setecentista austríaco, inclui obras de Joly Braga Santos, Luís Tinoco e Eurico Carrapatoso, entre outros.

No dia seguinte, às 21h00, é apresentado "Piano e Vibrafone em Diálogo" por Francisco Couto e Jonathan Silva, respetivamente piano e vibrafone, com um programa que inclui peças de Armando José Fernandes, Paulo Perfeito e Solange Azevedo, entre outros.

No dia 27, às 17h00, "Corpos Sonoros: Jaime Reis", por Carolina Carneiro (trompa e objetos sonoros), José Resende (violino e objetos sonoros), César Alves (violino e objetos sonoros), Ester Santos e Vasco Ferrão (violoncelo e objetos sonoros) e João Santos (tuba e objetos sonoros).

Trata-se de uma "performance coletiva e improvisada, orientada pelo compositor Jaime Reis, fundamentada nos princípios de escuta arquetípica da música acusmática, utilizando instrumentos concebidos a partir de materiais reutilizados, os participantes desenvolvem uma criação sonora conjunta que explora as potencialidades dos instrumentos, a espacialidade e a captação e difusão eletrónica do som".

A edição deste ano é, segundo a OCP, "a celebração da própria" orquestra dirigida por Pedro Carneiro, fundada há 19 anos, e que "tem contribuído para construir esta casa de criação e cidadania".

À edição do FIMCO, no ano passado, assistiram 415 espectadores, segundo dados da OCP.

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