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Escritora Elif Shafak vence Prémio Europeu Helena Vaz da Silva 2026

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                    Escritora Elif Shafak vence Prémio Europeu Helena Vaz da Silva 2026
Escritora Elif Shafak vence Prémio Europeu Helena Vaz da Silva 2026 (Foto: Reprodução)

 

 

"Este reconhecimento europeu presta homenagem à arte de contar histórias de Elif Shafak, que dá vida ao diversificado património cultural da Europa, respondendo, ao mesmo tempo, aos desafios do nosso tempo, num forte apelo à defesa da democracia, à promoção da solidariedade, à aceitação do cosmopolitismo e à celebração da diversidade cultural", lê-se no comunicado hoje divulgado.

Elif Shafak soma uma obra de 21 títulos, traduzidos para 58 línguas. Por "A Ilha das Árvores Perdidas", editado em Portugal pela Editorial Presença, foi finalista do Prémio Costa para Romance, dos British Book Awards e do Women's Prize For Fiction, tendo sido também selecionado para o Reese Witherspoon Book Club.

Entre as suas obras editadas em Portugal, sempre pela Presença, contam-se igualmente "10 Minutos e 38 Segundos neste Mundo Estranho", nomeado para o Booker Prize e para o RSL Ondaatje Prize, Livro do Ano da Blackwell, e "Também há rios no céu", vencedor do Prémio Edward Stanford 2025, do Prix Fragonard de Littérature Étrangère, do Prix Lorientales, recém-atribuído, e finalista do Prix Fémina Étranger e do Prémio Orwell de Ficção Política.

Citada no comunicado, Elif Shafak, "muito comovida e profundamente honrada" pela atribuição, considerou que "este prémio é verdadeiramente especial pelo seu empenho em sensibilizar o público para o património cultural e literário, o que se torna ainda mais importante e necessário no mundo fragmentado de hoje".

A obra de Elif Shafak inclui ainda títulos como "The Forty Rules of Love", selecionado pela BBC para os "cem romances que moldaram o nosso mundo", e "The Architect's Apprentice", escolhido para o projeto The Queen's Reading Room.

O seu próximo romance, "In One Brief Moment All Eternity", será publicado em 15 de outubro no Reino Unido.

O júri do prémio salientou a escrita de Elif Shafak por dar "vida à riqueza e complexidade da nossa memória e identidade culturais", conjugando, "de forma extremamente imaginativa, o nosso passado, presente e futuro".

"Ao dar a sua voz única a histórias, tradições e perspetivas diversas, Elif Shafak convida os leitores a descobrir, compreender, valorizar e cuidar do património que partilhamos", prossegue a declaração do júri. "Numa época de crescente ansiedade e polarização, lembra-nos que a diversidade cultural é uma fonte de força e beleza, e que a narrativa pode construir pontes sobre muitas divisões".

O júri destacou igualmente que "Shafak convida cada um de nós a empenhar-se na defesa dos valores fundamentais da democracia e da solidariedade", afirmando o "orgulho de homenagear" a escritora "e a sua convicção inabalável no poder da narrativa para preservar a memória, celebrar a diversidade, promover os direitos humanos e unir a humanidade através das gerações e das culturas".

Shafak é doutorada em Ciências Políticas e lecionou em universidades na Turquia, nos Estados Unidos e no Reino Unido, incluindo o St Anne's College, da Universidade de Oxford, onde é membro honorário. É também doutora honoris causa em Letras Humanas pelo Bard College.

Elif Shafak é presidente da Royal Society of Literature e foi selecionada entre as cem mulheres mais inspiradoras e influentes pela BBC. É 'fellow' do programa Public Humanities na School of Advanced Studies (SAS).

Defensora dos direitos das mulheres, dos direitos LGBTQ+ e da liberdade de expressão, "Elif Shafak é uma oradora inspiradora", sublinha o Centro Nacional de Cultura.

Shafak recebeu o grau de Cavaleira da Ordem das Artes e das Letras do Governo francês, o Prémio Internacional de Literatura Halldór Laxness, pela sua contribuição para "a renovação da arte de contar histórias", e a Medalha da Academia Britânica pelo "seu excelente conjunto de obras, que demonstra uma incrível amplitude intercultural".

O júri do Prémio Europeu Helena Vaz da Silva para a Divulgação do Património Cultural 2026 foi presidido por Maria Calado, presidente do Centro Nacional de Cultura, e composto por Emílio Rui Vilar (Portugal), 'senior advisor' da Fundação Calouste Gulbenkian, e antigo presidente da instituição, Piet Jaspaert (Bélgica), vice-presidente da Europa Nostra, João David Nunes (Portugal), vice-presidente do Clube Português de Imprensa, Guilherme d'Oliveira Martins (Portugal), consultor da Fundação Calouste Gulbenkian, Irina Subotić (Sérvia), da Europa Nostra Sérvia, e Marianne Ytterdal (Noruega), do Conselho da Europa Nostra.

O Prémio Europeu Helena Vaz da Silva foi instituído em 2013 pelo Centro Nacional de Cultura, em colaboração com a Europa Nostra e o Clube Português de Imprensa, e conta com apoio do Ministério da Cultura, Juventude e Desporto, do Ministério dos Negócios Estrangeiros, da Fundação Calouste Gulbenkian e do Turismo de Portugal.

A cerimónia de entrega realizar-se-á no próximo dia 05 de novembro, na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa.

[Notícia atualizada às 11h41]

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