Teatro São Luiz homenageia Jorge Salavisa nos seis anos da sua morte
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A evocação "parte de um profundo reconhecimento, de uma vontade sentida da equipa do São Luiz, em honrar aquele que foi o seu primeiro diretor e o grande responsável pelo atual modelo de funcionamento e identidade do teatro", segundo comunicado da instituição, sobre uma iniciativa com entrada livre cujos ingressos estão disponíveis no próprio dia na bilheteira do teatro.
O São Luiz lembra ainda que Jorge Salavisa foi diretor artístico do Ballet Gulbenkian e da Companhia Nacional de Bailado (CNB), assim como daquele teatro lisboeta, onde "deixou uma marca profunda na cultura portuguesa, distinguindo-se pela visão, sensibilidade e permanente compromisso com a excelência artística".
Para o São Luiz, o legado de Jorge Salavisa "continua vivo nos palcos, nos artistas que inspirou e na memória de todos os que com ele aprenderam a dançar a vida".
A homenagem a Salavisa inclui o descerramento de uma placa evocativa, na sala Bernardo Sassetti, "que marcará de forma permanente a sua passagem pelo Teatro São Luiz", seguindo-se intervenções do presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas, do diretor artístico do S. Luiz, Miguel Loureiro, e de familiares.
A homenagem terminará com a exibição, às 19h30, do documentário "Jorge Salavisa – Keep Going", de Marco Martins, a partir de uma ideia de Luísa Taveira e Miguel Honrado, com produção de Maria & Mayer.
O bailarino e coreógrafo Jorge Salavisa morreu a 28 de setembro de 2020, em casa, em Lisboa, vítima de doença. Tinha 81 anos.
Nascido em Lisboa, em 1939, Jorge Salavisa iniciou os estudos de dança com Ana Máscolo e prosseguiu a formação artística em Paris, com Victor Gsovsky e Lubov Egorova, ingressando a seguir no Grand Ballet du Marquis de Cuevas, onde permaneceu até à extinção dessa companhia, em junho de 1962.
Entre 1977 e 1996 foi diretor do Ballet Gulbenkian, companhia que acabou por ser extinta em 2005.
Em 1998, assumiu a direção da CNB, mantendo-se no cargo até 2001. Jorge Salavisa também presidiu ao Organismo de Produção Artística, entidade gestora do Teatro Nacional de São Carlos e da CNB, entre maio de 2010 e janeiro de 2011.
Ao longo da carreira, Jorge Salavisa trabalhou com bailarinos e coreógrafos de renome como Bronislava Nijinska, Robert Helpmann, Daniel Seillier, Nicholas Beriosoff, Maria Fay, Roland Petit, Mary Skeaping, John Taras, entre outros.
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